O espelho distorcido: Autoimagem, beleza e a busca por aprovação

  • 25/02/2026
O espelho distorcido: Autoimagem, beleza e a busca por aprovação
O espelho distorcido: Autoimagem, beleza e a busca por aprovação (Foto: Reprodução)

O sofrimento estético de muitas mulheres não nasce no corpo, mas na percepção. Elas corrigem detalhes, mudam cabelo, emagrecem, fazem procedimentos — porém o incômodo interno permanece. A sensação de insuficiência não desaparece porque a origem não é física; é psíquica.

Clinicamente, afirmamos: o problema não está na forma do rosto, mas na forma da lente. Na Teopsicoterapia, tratamos essa lente distorcida: a dependência da validação externa que corrói a identidade.

 

1. Perspectiva Teológica: Corpo-Templo vs. Corpo-Vitrine

O Salmo 139 estabelece o fundamento espiritual da identidade: fomos formadas de modo intencional, digno e admirável. A cultura, porém, deslocou esse fundamento.

Lógica Cultural: O corpo é vitrine. Deve ser exibido, medido, aprovado. Se não atende ao padrão, é descartado.

Lógica de Deus: O corpo é templo. Deve ser cuidado, honrado e mantido integral ao propósito divino.

Quando o corpo é vitrine, a mulher vive refém da performance estética. Quando é templo, o cuidado é responsável, não compulsivo. O valor deixa de oscilar. Sai do olhar público e volta para a identidade dada pelo Criador.

 

2. Diagnóstico Psicanalítico: O Narcisismo Ferido e a Estrutura da Falta

A pergunta central é: por que a opinião do outro pesa tanto?

Na psicanálise, a busca incessante por aprovação revela um déficit na constituição do Eu. Frequentemente, é rastreada a ambientes onde a criança só era reconhecida pelo que aparentava ou produzia, não por quem era.

Esse cenário gera duas marcas estruturais:

Falta (vazio afetivo): ausência de confirmação interna.

Dependência do olhar externo: tentativa de suprir a falta com elogios, likes, comentários.

O inconsciente opera assim: “Se eu for bela o suficiente, ninguém me rejeitará.”

É um delírio narcísico funcional: parece funcionamento normal, mas sustenta um Eu frágil. A aprovação externa, por maior que seja, nunca cura a raiz da rejeição. É um abastecimento rápido, mas não sustentado. O espelho vira juiz. O olhar alheio vira alimento. E o Eu se torna refém.

 

3. Prática Teopsicoterapêutica: Jejum de Comparação e Reeducação da Percepção

A dismorfia — ampliação imaginária de defeitos — é alimentada pelo ambiente visual.

O algoritmo das redes sociais potencializa inadequação. Não é fragilidade; é condicionamento.

Para reestruturar a percepção, orientamos três intervenções:

1. Jejum de Comparação

Interrompa o consumo de perfis que estimulam autocrítica. O "unfollow" é intervenção terapêutica. Elimina gatilhos e estabiliza o Eu.

2. Checagem de Realidade

O conteúdo das redes é editado, filtrado e roteirizado. Comparar bastidores com palcos alheios intensifica a autoviolência psíquica. É preciso confrontar a fantasia com a realidade.

3. Foco na Funcionalidade Corporal

O corpo não é apenas imagem; é instrumento. Reeduque a percepção: “Meu corpo me leva, me sustenta, me abraça, me mantém viva.” Esse deslocamento de valor estabiliza a autoestima e reduz obsessões estéticas.

Sua autoestima oscila conforme o Wi-Fi?

Se a sua identidade depende de curtidas, elogios imediatos e aprovação digital, há uma dependência emocional instalada. Isso não é beleza; é cativeiro.

A Teopsicoterapia trabalha na restituição da identidade original — onde o valor não está no reflexo do espelho, mas no reflexo do Criador.

Estou a sua disposição, para atendimentos presenciais e On-Line, entre em contato comigo.

 

Néia Leite (@pastoraneialeite) Psicanalista, Teoterapeuta e Pastora. Atendimento de mulheres. Pós-graduada Teopsicoterapia, MBA em Teoterapia. Autora dos livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas". Trabalha profissionalmente no atendimento individual Teoterapêutico e grupos para mulheres. Atendimento presencial e On-Line.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A mulher que amava demais: Dependência emocional não é amor cristão

 

FONTE: http://guiame.com.br/colunistas/neia-leite/o-espelho-distorcido-autoimagem-beleza-e-busca-por-aprovacao.html


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