Ex-ateu que fazia filmes de terror passa a produzir obras cristãs: ‘Quero servir ao Reino’
- 27/01/2026

O mundo vive um interessante renascimento da fé entre a Geração Z e os Millennials. Nesse cenário, o cineasta Michael Ray Lewis – ex-ateu que encontrou Jesus – lança um novo projeto com o objetivo de impulsionar ainda mais esse movimento.
Lewis, diretor do novo documentário “Universe Designed”, contou à CBN News que seu antigo ateísmo foi influenciado pelo fato de muitos cristãos não conseguirem responder às suas perguntas.
“Perguntas como: ‘Bem, a evolução já refutou o cristianismo’, dizia ele. ‘E, se existe um Deus totalmente amoroso, então não haveria a existência do mal no mundo.’
Lewis continuou: “Eu tinha objeções como: ‘Não posso acreditar em um Deus que me enviaria a um castigo eterno apenas porque tenho dificuldade em acreditar Nele.’”
Diante de pessoas ao seu redor que não conseguiam – ou não queriam – responder às suas dúvidas e objeções, o cineasta afirmou que acabou “se inclinando ao ateísmo” e passou a construir sua visão de mundo com base nisso.
“Além disso, eu assistia a documentários do [ateu] Bill Maher. Lembro que assisti a um documentário chamado ‘Zeitgeist’, e ambos mostravam que o cristianismo não era verdadeiro e que Jesus seria apenas um mito copiado de vários outros mitos antigos.”
‘Algo mudou’
Mas, com o tempo, Lewis contou que algo mudou – e ele acabou revisitando suas certezas.
“Só quando dei uma segunda olhada no cristianismo e aprofundei além das perguntas superficiais é que realmente comecei a descobrir que havia respostas não apenas para as questões que eu fazia, mas também argumentos positivos para a existência de Deus”, disse ele.
Depois de se casar com sua esposa – que havia crescido na igreja, mas se afastado dela – algo inesperado aconteceu. Certo dia, ela o procurou dizendo que sentia Jesus a estava chamando de volta.
“Lembro‑me de pensar: ‘Ah, não. Eu não quero lidar com isso. Mas sabe de uma coisa? Eu a amo. Então vou à igreja e ver do que tudo isso se trata’”, relembrou Lewis.
“Imaginei que tudo o que eu precisava fazer para parar de ir à igreja era simplesmente mostrar a ela que nada daquilo era verdade.”
Vida e sentido
E foi nesse caminho que Lewis chegou a uma conclusão: aquilo que ele antes enxergava como uma fraude começou a ganhar vida e fazer sentido.
“Foi então que realmente comecei a descobrir as evidências”, disse ele. “Ela acabou comprando uma Bíblia para mim. Lembro que li algumas páginas de Gênesis. Empurrei o livro para longe e disse: ‘Isso é absurdo’. Mas, na verdade, foi um vídeo específico de um astrofísico que apareceu no meu feed do YouTube – e ele mostrava que a ciência não é incompatível com o cristianismo. Na verdade, a ciência mostra que há evidências da existência de um Criador inteligente. E lembro que esse foi o primeiro momento em que minha curiosidade começou a despertar.”
Assista ao trailer de “Universe Designed”:
Com o passar do tempo, Lewis começou a investigar as evidências com mais rigor, lendo livros e consultando diversas fontes para aprofundar essas conexões. Aos poucos, acabou chegando à fé.
“Lembro que, ao final dos três anos, eu ainda estava resistente”, disse ele. “Mesmo tendo todas aquelas informações, eu continuava cético. E me lembro de ter começado a fazer perguntas à minha esposa especificamente sobre as Escrituras.”
Sua esposa o apresentou a um teólogo, que acabou ajudando Lewis a dar seu passo final em direção à fé em 2016, o levando a abraçar o cristianismo.
“Percebi que minha razão para não acreditar em Deus já não se baseava mais em evidências”, disse Lewis. “O fato é que eu não queria que fosse verdade – e foi então que pensei: ‘Esse não é um bom motivo’. Levantei as mãos, entreguei minha vida a Jesus e, desde então, estou completamente comprometido.”
Do terror a produções cristãs
Ele atuava na indústria cinematográfica, trabalhando em produções de terror. Após seu encontro com Jesus, se sentiu impulsionado a “fazer algo pelo Reino” e, assim, iniciou a jornada que resultaria em “Universe Designed”, seu novo filme que investiga as evidências da existência de Deus.
“Eu sabia que queria apresentar um argumento para a existência de Deus, mas não tinha certeza de como estruturaria isso”, disse ele.
“Então comecei a reunir o máximo de conteúdo possível. Acabei com 36 horas de entrevistas, que precisei condensar em um filme de uma hora e vinte e cinco minutos – fazer com que fizesse sentido, contasse uma história, mas não fosse tão carregado de informações a ponto de afastar as pessoas. … Espero ter conseguido isso.”



















